<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2792995586917194062</id><updated>2011-07-30T11:47:11.805-07:00</updated><title type='text'>CRISTALINO</title><subtitle type='html'>Em defesa de um Jornalismo puro e transparente... 
Da informação com qualidade e ética... 
E da regulamentação e obrigatoriedade do diploma!!!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://jornalismocristalino.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2792995586917194062/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismocristalino.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Cristine Thomas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12523810888400466244</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_m9y_alyQCGY/SH1Go_gYY9I/AAAAAAAAAAM/eEKT0nnjg1g/S220/euzu.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>3</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2792995586917194062.post-7217776762634844130</id><published>2009-06-19T17:40:00.000-07:00</published><updated>2009-06-19T19:21:08.012-07:00</updated><title type='text'>Sem regulamentação, Jornalismo não é mais profissão...</title><content type='html'>Estava eu a fim de escrever umas boas "barbaridades" a respeito da horrenda, absurda, descabível (entre outros diversos adjetivos depreciativos) decisão do STF de banir a obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão de jornalista, quando me deparo com dois maravilhosos artigos de dois colegas, jornalistas brasileiros, profissionais, que condizem perfeitamente com o que penso. Segue abaixo a reprodução dos mesmos, com os devidos créditos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;O            avanço do atraso&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Publicado            em 19 de junho de 2009&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;            José Antônio Silva*&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Pois            olha, me senti derrotado, já que sou sim (ou era? Me perco no            tempo verbal, a essas alturas do campeonato perdido no STF...) pela            defesa do diploma. Se as faculdades de &lt;strong&gt;Jornalismo&lt;/strong&gt; são            ruins (na média) que sejam aperfeiçoadas. E se formos            por aí, aproveitemos para acabar com a maioria das faculdades            de outros campos de estudo. E no mesmo embalo já terminemos também            com a obrigatoriedade dos cursos de direito (afinal, havia “rábulas”            muito respeitados e com grande conhecimento jurídico: te cuida,            Gilmar!), assim como havia (ainda há, nos grotões e periferias)            dentistas e outros especialistas formados na escola da vida, muito requisitados            e bem quistos pela clientela.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Nosso            país é jovem - historicamente - e vamos avançando            aos trancos e barrancos, com sacanagens, corrupções, incompetência            etc. Mas terminar com a exigência de curso superior é avançar            para o passado. Educação, ao menos aqui, não é            demais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Fala,            vagabundo!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Tenho            uma experiência pessoal sobre o tema. Quando comecei no jornalismo            - 1972 anos D.C. - como estagiário, fui parar na reportagem policial            de um conhecido jornal gaúcho. Pois bem, tirando o editor Antonio            Oliveira, grande figura formada pela Fabico (UFRGS), e outros estudantes,            o setor era levado pelos &lt;strong&gt;jornalistas&lt;/strong&gt; formados na prática.            Não vamos citar nomes, vocês conhecem o tipo: saíamos            na “viatura” do jornal para fazer a ronda das delegacias,            etc, e nossos “coleginhas” - que usavam revólver            na cintura - se esmeravam na atividade, especialmente na hora de entrevistar:            aplicavam uma bolacha na cara do preso algemado e comandavam: - Fala,            vagabundo!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Boa            parte destes &lt;strong&gt;jornalistas&lt;/strong&gt; arrecadava dinheiro de bicheiros,            outros tinham “mulher na quadra”. Mais ainda: misturavam            “redação” e “comercial” sem problemas...            Não é que não tivessem ética profissional            - não sabiam o que era isso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Na            faculdade, bem ou mal, além dos aspectos técnicos da profissão,            já discutíamos à época (mesmo suspeitando            que o professor de sociologia fosse informante do DOPS e pesássemos            bem nossas opiniões na hora de falar) os limites éticos            do que se fazia e até as questões de legislação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Anos            depois (final da década de 90) dei aulas de redação            jornalística na UCS, em&lt;strong&gt; Caxias do Sul&lt;/strong&gt;. Via na            cara da (maioria) da gurizada a ânsia por absorver o que os professores            pudessem lhes repassar. Queriam debater a profissão, e isso era            feito. Como eu não tinha mestrado, nem tempo para fazer, terminei            saindo. Esta é outra discussão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Seriedade            e responsabilidade&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Mas            percebi com total clareza a diferença de “profissionais”            graduados na escola da vida e dos que cursaram faculdade. Talento não            se aprende, mas o resto sim.O saldo geral de seriedade e responsabilidade            - na média - é muito superior entre os que estudaram.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;É            verdade: há grandes &lt;strong&gt;jornalistas&lt;/strong&gt; que não            estudaram e mesmo assim são referenciais... Ocorre que muitos            desses vieram de um tempo anterior à regulamentação,            sem falar que são exceções, foras de série            que por seu dom natural e grande inteligência superaram o fato            de ter ou não ter formação acadêmica (e penso            aqui, rapidamente, no Mauro Santayana e, mesmo, no Paulo Francis, que            “fascistou” nos últimos anos mas era brilhante).            Para a maioria, quanto mais escola, melhor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;E            o ministro Gilmar ainda disse, para justificar sua posiçãozinha,            que o Caco Barcellos é um grande &lt;strong&gt;jornalista&lt;/strong&gt;            sem ter curso superior. Eu até acreditaria no presidente do STF,            se ele - Caco - não tivesse cursado a Famecos (PUC/RS) junto            comigo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Sem            falar que, se formos acabar com diploma “por ser uma lei do regime            militar”, teremos que dar descarga em milhares de legislações            criadas ao longo de 25 anos de ditadura. E que continuam em pleno vigor,            sem contestação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Este            esforço todo da ANJ e aliados para acabar com a exigência            de curso superior também pode ser perfeitamente encarado como            mais uma conquista na escalada de desregulamentação das            profissões e exercícios profissionais, bem ao gosto do            capital livre, leve e solto (fora da prisão) - mesmo que em termos            mundiais seus gurus estejam de castigo por terem quebrado a economia            mundial, em sua última travessura.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;E            outras coisinhas mais. É o que penso.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;            &lt;strong&gt;&lt;br /&gt;         * Jornalista&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;hr noshade="noshade"  style="font-size:78%;"&gt;         &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Só            a luta faz a lei&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Publicado            em 18 de junho de 2009&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;            Elaine Tavares*&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Paulo            Freire, o grande educador brasileiro que é praticamente desconhecido            no Brasil, sempre foi enfático com relação à            alfabetização. “Não basta saber ler, é            preciso saber ler o mundo”. Queria dizer com isso que aprender            era coisa que ia muito além da compreensão sobre como            se juntavam as letras. Era necessário estar capacitado também            para uma leitura crítica do mundo. E como é que se consegue            isso? Não basta unicamente estudar, ler, ter acesso a múltiplas            fontes de informação, múltiplos pontos de vista.            É preciso fundamentalmente saber de onde se é. E o que            isso quer dizer? Que a pessoa precisa ter bem claro o lugar que ocupa            no mundo, o que, no mundo capitalista, nos leva a uma compreensão            da nossa posição de classe.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;A            votação sobre a não exigência do diploma            para a profissão de &lt;strong&gt;jornalista&lt;/strong&gt;, que aconteceu            no STF brasileiro, diz bem desta questão. Ali estavam os senhores            togados, representantes da classe dominante. São homens nomeados            pelos presidentes de plantão para defender os interesses dos            que mandam. Nada mais que isso. Vez ou outra acontece uma decisão            com base na lei, mas sempre é coisa pequena, que não mexe            nas estruturas, porque como bem diz o professor Nildo Ouriques, da UFSC,            a democracia liberal é um regime sem lei. Neste modo de governo,            as leis são mudadas ao bel prazer da minoria que tem o comando.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Vejamos            os argumentos do ministro Gilmar Mendes para que a profissão            prescinda de uma formação universitária: “Um            excelente chefe de cozinha poderá ser formado numa faculdade            de culinária, o que não legitima estarmos a exigir que            toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado            mediante diploma de curso superior nessa área. O Poder Público            não pode restringir, dessa forma, a liberdade profissional no            âmbito da culinária. Disso ninguém tem dúvida,            o que não afasta a possibilidade do exercício abusivo            e antiético dessa profissão, com riscos eventualmente            até a saúde e à vida dos consumidores. Logo, um            jornalista não precisa de formação para fazer bom            jornalismo.” Alguém entendeu?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Pois            claro. Vamos supor que o que tivesse em questão fosse a necessidade            de uma faculdade de Direito para que o juiz pudesse julgar a vida de            outras pessoas. Poderíamos, qualquer um, argumentar o seguinte:            “Um excelente chefe de cozinha poderá ser formado numa            faculdade de culinária, o que não legitima estarmos a            exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional            registrado mediante diploma de curso superior nessa área. O Poder            Público não pode restringir, dessa forma, a liberdade            profissional no âmbito da culinária. Disso ninguém            tem dúvida, o que não afasta a possibilidade do exercício            abusivo e antiético dessa profissão, com riscos eventualmente            até à saúde e à vida dos consumidores. Logo            um juiz não precisa de formação para ser um bom            juiz. Basta que ele tenha um bom senso de justiça e estude muito.            ” Simples não?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Num            país onde a maioria da população, desprovida do            acesso à cultura e a educação, que se informa pela            Globo, este simplório argumento representa uma vergonha. E nos            causa profundo pesar ouvir isso de alguém que está acima            de praticamente todos os habitantes da nação, o presidente            do STF. É um argumento anti-intelectual, anti-cultural, anti-vida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Minha            mãe era uma grande cozinheira, mas sua comida divina nos era            servida em casa, para a família. Não estava ela inserida            no sistema de super-exploração capitalista, atuando numa            empresa transnacional, na qual imperam os conceitos de competição,            baixos salários e disputas intestinas. Não estava ela            submetida a patrões, organogramas e metas de produtividade. Não            estava também integrada num regime de divisão do trabalho            aos moldes de garantir maiores lucros aos patrões. Logo, a decisão            tomada nesta quarta-feira pelo STF foi uma decisão de classe.            A defesa intransigente dos donos de jornais e empresários da            comunicação que querem apenas gente minimamente capacitada            para ler, não para ler o mundo. Porque o ser crítico,            desejado por Paulo Freire, é um indivíduo perigoso demais.            Ele reclama, ele reivindica, ele luta e ele ensina. A elite brasileira            não quer isso para o seu povo. Há que mantê-lo sempre            atado ao cabresto da ignorância, ao entretenimento, a mais-valia            ideológica promovida pelos meios de comunicação            de massa. Dá-lhe Big Brother, a Fazenda e outros quetais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Voltando            aos tempos do início do capitalismo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Quando            a Idade Média terminou, foi-se chegando um jeito de organizar            a vida que mais tarde viria a ser chamado de capitalismo. É o            supra-sumo da liberdade, dizem os seus defensores. Nele, o trabalhador            tem escolhas. Como era naqueles dias em que as fábricas passaram            a dominar a vida. O povo empobrecido dos burgos tinha como escolher:            ou se submetia a trabalhar vinte horas em condições insalubres            e de quase escravidão, ou estava morto. Grande escolha.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Agora,            no mundo capitalista da mídia selvagem e cortesã estamos            no mesmo patamar. Os profissionais não precisam de formação            específica, só vocação. Depois, uma vez            dentro da empresa terão escolhas. Ou se submetem a salários            mais baixos, condições precárias, opressão,            assédio moral e tudo o que vem de lambuja no processo de super-exploração,            ou não entram nesta profissão tão simples quanto            fritar um bife.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Bueno,            e não é por acaso que o futuro esteja praticamente na            mão da empresas de mídia, visto que hoje em dia a produção            de informação é o xodó do planeta. Logo,            aquilo que é a coisa mais importante para um povo, o conhecimento            das coisas da vida, ficará entregue a sanha do capital. Aos trabalhadores            restará a opção democrática: aceitar ou            cair fora. Não precisa ser vidente para prever o futuro: profissionais            capacitados serão substituídos por quem aceitar submeter-se            a salários menores. Será o “lindo” mundo habermasiano            do consenso. A livre negociação entre empresários            e trabalhadores. O tubarão dialogando com a sardinha.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Alternativas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Quem            acompanha a vida cotidiana dos jornalistas nos locais de trabalho sabe            que as coisas vão piorar muito. Até agora ainda havia            um mínimo de regulação, uma pequena fatia de direitos            com a qual o sindicato podia mover-se. Era possível fazer a luta            através da Justiça ou da delegacia do trabalho. Havia            um amparo mínimo. Agora não há mais. Os trabalhadores            estão entregues a sua sorte, porque até que se crie uma            nova lei com algum tipo de regulamentação a vida seguirá            seu curso inexorável.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Mas,            como dizem os cubanos - acostumados a bloqueios e vicissitudes - às            vezes o horror pode servir para o passo adiante. Nos últimos            tempos estávamos entregues a um trabalho sindical burocratizado,            limitado às ações na Justiça. Havia uma            apatia dos trabalhadores frente às lutas, uma espécie            de “deixa que o sindicato resolva”. E os sindicatos, esvaziados            de vida, iam arrastando-se, ganhando uma coisinha aqui e outra ali,            amansando o monstro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Agora            estamos no chão. Os empresários ganharam esta batalha.            Desregulamentados totalmente, estamos entregues aos desejos dos patrões.            Sem medidas compensatórias via Justiça só cabe            uma ação: a luta mesma, renhida e dura. Voltarmos aos            tempos em que os trabalhadores se reuniam nos sindicatos para conspirar            e organizar batalhas contra o capital. Então, é chegada            a hora. De volta às ruas, de volta à organização,            de volta a vida! Foi só uma batalha...Outras virão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Por            isso, agora, estamos num momento de viragem. Ou inventamos ou morremos,            como dizia Simón Rodrigues. Para novas liras, novas canções.            Nada de soluções atrasadas como a do Conselho Federal            de &lt;strong&gt;Jornalismo&lt;/strong&gt; que só engessa e institucionaliza            a luta. Nada temos a perder, apenas nossos corpos nus, como dizia Marcos            Faermann. Só os trabalhadores unidos e organizados podem mudar            o seu destino. Por isso, vamos à luta. Refazer os mapas, reorientar            rumos, mas organizados no sindicato.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;Os            patrões talvez não tenham se dado conta, mas ao nos tirarem            tudo podem estar criando “cuervos”. Nada mais perigoso que            um homem sem esperança!&lt;br /&gt;         &lt;strong&gt;* Jornalista&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Fonte: http://www.jornalistas-rs.org.br/artigos.htm&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2792995586917194062-7217776762634844130?l=jornalismocristalino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismocristalino.blogspot.com/feeds/7217776762634844130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2792995586917194062&amp;postID=7217776762634844130' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2792995586917194062/posts/default/7217776762634844130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2792995586917194062/posts/default/7217776762634844130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismocristalino.blogspot.com/2009/06/estava-eu-afim-de-escrever-umas-boas.html' title='Sem regulamentação, Jornalismo não é mais profissão...'/><author><name>Cristine Thomas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12523810888400466244</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_m9y_alyQCGY/SH1Go_gYY9I/AAAAAAAAAAM/eEKT0nnjg1g/S220/euzu.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2792995586917194062.post-4072285646093687362</id><published>2008-07-23T09:12:00.000-07:00</published><updated>2008-07-23T09:24:28.347-07:00</updated><title type='text'>Notícia é quando...</title><content type='html'>Se as "técnicas de codificação" em Jornalismo dizem que notícia é quando um homem morde um cachorro, e não o contrário... então eis a notícia do dia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Menino morde Pitbull após ser atacado em Sabará-MG&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Um garoto de 11 anos mordeu um pitbull, após ser atacado pelo animal, ontem em Sabará, na região metropolitana de Belo Horizonte, segundo informações do Corpo de Bombeiros. Ele brincava no quintal da casa do tio quando o cão, que estava preso a uma corrente, avançou e mordeu seu braço.&lt;br /&gt;De acordo com depoimento do menino, ele apertou o pescoço do cachorro e deu a mordida para se defender. Um dos dentes do garoto chegou a quebrar e ficar preso ao animal, segundo os bombeiros.&lt;br /&gt;Testemunhas conseguiram separar o cão do menino, que foi levado para o Hospital João XXIII. Ele foi medicado e levou cerca de sete pontos no braço. Em seguida, foi liberado. O cachorro foi encaminhado ao Centro de Zoonoses da cidade, onde ficará sob observação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Agência Estado - 23/07/08&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2792995586917194062-4072285646093687362?l=jornalismocristalino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismocristalino.blogspot.com/feeds/4072285646093687362/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2792995586917194062&amp;postID=4072285646093687362' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2792995586917194062/posts/default/4072285646093687362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2792995586917194062/posts/default/4072285646093687362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismocristalino.blogspot.com/2008/07/notcia-quando.html' title='Notícia é quando...'/><author><name>Cristine Thomas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12523810888400466244</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_m9y_alyQCGY/SH1Go_gYY9I/AAAAAAAAAAM/eEKT0nnjg1g/S220/euzu.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2792995586917194062.post-2900583751326021083</id><published>2008-07-14T07:04:00.000-07:00</published><updated>2009-06-05T12:31:43.538-07:00</updated><title type='text'>Em fase de experimentação...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(192,192,192)"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(204,204,204)"&gt;&lt;strong style="COLOR: rgb(204,204,204); FONT-FAMILY: verdana"&gt;Cris.ta.li.no &lt;/strong&gt;&lt;em style="COLOR: rgb(204,204,204); FONT-FAMILY: verdana"&gt;adj. &lt;/em&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(204,204,204);font-family:verdana;" &gt;1. De ou relativo a cristal. 2. Límpido como cristal; transparente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(204,204,204);font-family:verdana;" &gt;(LUFT, Celso Pedro. &lt;/span&gt;&lt;strong style="COLOR: rgb(204,204,204); FONT-FAMILY: verdana"&gt;Minidicionário Luft&lt;/strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(204,204,204);font-family:verdana;" &gt;. 20. ed. São Paulo: Ática, 2002. Organização e supervisão de Lya Luft.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2792995586917194062-2900583751326021083?l=jornalismocristalino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jornalismocristalino.blogspot.com/feeds/2900583751326021083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2792995586917194062&amp;postID=2900583751326021083' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2792995586917194062/posts/default/2900583751326021083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2792995586917194062/posts/default/2900583751326021083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jornalismocristalino.blogspot.com/2008/07/em-fase-de-experimentao.html' title='Em fase de experimentação...'/><author><name>Cristine Thomas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12523810888400466244</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_m9y_alyQCGY/SH1Go_gYY9I/AAAAAAAAAAM/eEKT0nnjg1g/S220/euzu.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
